Estrutura dos estantes, variedade de empresas expositoras e novo horário do congresso foram pontos que mereceram destaque
O 39º Congresso Brasileiro de Agências de Viagens e Feira das Américas – Abav 2011 trouxe para o Riocentro, no Rio de Janeiro, um mundo de novidades que irão nortear o mercado de viagem e lazer nas próximas temporadas. Expositores espalhados por quase 16 mil metros quadrados em três pavilhões utilizaram dos mais variados recursos para atrair a atenção dos visitantes.
A tecnologia foi um destaque. Simuladores, projeções em 3D e até hologramas foram utilizados para reproduzir paisagens e fazer com que a promoção dos destinos turísticos fosse o mais atrativa possível para o agente de viagem. No estande de Mato Grosso do Sul uma grande tela touch de aproximadamente 45´´ fotografava o visitante e imediatamente enviava o registro por e-mail. Já a Secretaria de Esporte, Lazer e Turismo de São Paulo lançou mão de um holograma para passar imagens de destinos turísticos, como o circuito das Cavernas da Mata Atlântica, inserida na fronteira com o Estado do Paraná, região do Vale do Ribeira.
O investimento foi recompensado. Nadir Debenetti Baseggio, diretora da Viaggiotur, ressaltou a boa organização do evento, que na sua opinião, favoreceu os negócios. “Todos ficam muito mais dispostos a fazer negócio. Dessa vez eu tive uma ótima experiência desde o meu embarque no Rio Grande do Sul. O espaço esse ano está lindo e bem projetado”, afirmou a gaúcha.
Mudança de horário gera polêmica
Para o agente de viagem Rodrigo Vieira, a Abav 2011 está mais estruturada e organizada a cada ano. Ele, que já participou das últimas três edições, destacou como diferencial a mudança no horário das oficinas, que, este ano, aconteceram simultaneamente à Feira das Américas. “Esse formato foi muito positivo, pois facilitou o acesso ao conteúdo oferecido, de extrema qualidade para os agentes de viagem.”
Vânia Climinacio, diretora da Paraná Turismo, participa da Feira desde a 1ª edição. “A Abav é uma vitrine. Se o destino não está presente aqui, ele não é lembrado lá fora”.
Paulo Leite, gerente de vendas para América do Sul da Hotelera Posadas, não achou produtivo abrir os portões mais cedo, mesmo assim não foi algo que atrapalhou a participação de sua empresa. “O nosso objetivo principal na feira foi divulgar nossos novos empreendimentos e fazer contatos, pois isso gera bons frutos. E saio daqui com a certeza de ter feito bons negócios.”
Outra a criticar sobre o horário foi a gerente de eventos da Unidas, Elaine Souza. ”O horário não ficou bom. Quando o evento está a todo o vapor a gente tem que fechar.”
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